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Blog Tênis na Rede http://tenisnarede.com.br/blog Prof. Dr. Ludgero Braga Neto Tue, 09 Jun 2009 19:40:55 +0000 http://wordpress.org/?v=2.7 en hourly 1 Aprenda a utilizar os pés durante o saque http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/aprenda-a-utilizar-os-pes-durante-o-saque/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/aprenda-a-utilizar-os-pes-durante-o-saque/#comments Tue, 09 Jun 2009 15:11:12 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=146 Sabemos que atualmente o saque é o golpe mais importante do tênis, principalmente nos jogos disputados em quadras de piso rápido. Os estudos mais recentes investigaram com maior atenção este golpe, sob vários aspectos: velocidade do saque, lançamento da bola (”toss”), ponto ideal do contato raquete-bola, movimento de pronação do antebraço, tipos de raquetes/cordas mais eficientes para sacar, entre outros que também serão abordados posteriormente.

Porém, poucos desses estudos levaram em conta a importância dos pés durante a execução do saque. Mostrarei as técnicas de pés utilizadas, suas vantagens e desvantagens, e como vocês poderão adequar estas técnicas ao estilo de jogo, estatura e objetivos.

Técnicas de pés: “Foot-up” e “Foot-back”

Ao observarmos grandes sacadores, podemos identificar duas técnicas de pés utilizadas:

Foot-up: Técnica que consiste em conduzir o pé de trás (posterior) em direção ao pé da frente (anterior) durante a execução do saque, como mostram as figuras abaixo:

safin-1
safin-2

MARAT SAFIN: 208 km/h


Vantagens: Maior impulsão vertical, o que permite uma maior altura de contato raquete-bola, aumentando assim a chance de a bola passar sobre a rede e cair na área de saque.
Desvantagens: Quando ocorre a condução do pé de trás (posterior) em direção ao pé da frente (anterior), o braço dominante (que segura a raquete) é posicionado mais próximo ao tronco, diminuindo a distância que o sacador terá para acelerar a raquete em direção à bola, o que consequentemente diminuirá a potência.

Foot-back: Técnica que consiste em manter os pés afastados durante a execução do saque, como mostram as figuras abaixo:

rusedski-1
rusedski-2

GREG RUSEDSKI: 238 km/h

Vantagens: Maior potência, pois o braço dominante posiciona-se mais afastado do tronco, permitindo ao sacador maior aceleração da raquete. Além disso, ocorre um maior deslocamento do corpo em direção à rede, aumentando a amplitude do primeiro passo, ou seja, o sacador “cai” mais dentro da quadra após o saque.
Desvantagens: A altura de contato raquete-bola é menor em comparação à técnica Foot-up, o que dificulta a passagem da bola sobre a rede.

Como escolher sua técnica

Estilo de Jogo - Jogadores de estilo saque-voleio devem optar pela técnica Foot-back, pois poderão chegar à rede mais rapidamente devido ao primeiro passo após o saque ser maior.

Potência - Quem necessita aumentar a potência do saque, deve utilizar a técnica Foot-back devido à maior possibilidade de aceleração do braço e conseqüente melhor transferência de energia para a bola.

Estatura - Os jogadores de baixa estatura devem optar pela técnica Foot-up, pois assim poderão golpear a bola em um ponto mais alto e transpor a rede com maior facilidade. Jogadores de estatura alta podem utilizar ambas as técnicas, devendo optar por uma delas com dependência em outras características.

Primeiro e segundo saque - Com as informações anteriores, podemos concluir que seria mais adequado utilizarmos a técnica Foot-back para executar o primeiro saque, objetivando uma maior potência, além de facilitar a subida à rede. Por outro lado, a tácnica Foot-up seria mais adequada para o segundo saque, devido à uma maior altura de contato, o que facilitaria uma passagem mais alta da bola sobre a rede, característica deste saque.

Bibliografia

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Tennis Elbow: 10 dicas para escolher sua raquete http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/10-dicas-para-escolher-sua-raquete/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/10-dicas-para-escolher-sua-raquete/#comments Tue, 09 Jun 2009 15:04:56 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=139 O que é Tennis Elbow?
É uma inflamação dos tendões de alguns músculos responsáveis pela extensão do punho e dos dedos. Estes músculos se inserem em uma região do úmero (osso do braço) chamada Epicôndilo Lateral, por isso também é chamada de Epicondilite Lateral. Esta inflamação é muito freqüente em tenistas, então foi chamada pelos médicos de Tennis Elbow (cotovelo de tenista). Os músculos envolvidos na maioria dos casos de Tennis Elbow são:

  • Músculo extensor radial curto do carpo (punho)
  • Músculo extensor dos dedos

musculo
Figura 1 - Músculos responsáveis pela extensão do punho e dos dedosQuais são os Sintomas?
Além de dores localizadas no cotovelo, o tenista sente dores quando ocorrem os seguintes movimentos:

  • extensão do punho (Figura 2)
  • supinação do antebraço (Figura 3)
  • pronação do antebraço (Figura 3)
extensao
Figura 2 - Movimento de extensão do punho
antebraco
Figura 3 - Movimento de pronação e supinação do antebraço

O início da dor pode ser repentina ou gradual, podendo também propagar-se para o antebraço. O golpe mais doloroso do Tênis para quem sofre de Tennis Elbow, normalmente é o Backhand (esquerda). Em certos casos, a dor é tão intensa que o braço não pode ser usado para tarefas cotidianas simples como dirigir, pegar objetos, escovar os dentes, etc..


Ocorrência
A maior ocorrência de Tennis Elbow é encontrada em grupos de tenistas da faixa etária entre 35 e 50 anos. Sabe-se que tenistas profissionais apresentam uma menor incidência de Tennis Elbow se comparado a tenistas amadores, porém sofrem mais de Epicondilite Medial. Um estudo feito com 2.633 tenistas, mostrou que 31 % destes já sofreram de Tennis Elbow.

Fatores que podem aumentar a probabilidade de Tennis Elbow:

  • Falhas na mecânica (movimento) dos golpes, principalmente executar movimentos com rápidas desacelerações;
  • Vibrações transmitidas para o cotovelo através do conjunto raquete/corda/bola;
  • Idade;
  • Freqüência e intensidade de Jogo;
  • Deficiência de força e flexibilidade nos músculos extensores do punho e dos dedos.

Tratamento
Geralmente o tratamento do Tennis Elbow consiste em: repouso, calor, massagem, antiinflamatório, aplicação de gelo após o jogo e uso de uma faixa ao redor do cotovelo. Exercícios de reabilitação são iniciados assim que os sintomas começam a diminuir. O objetivo a partir de então é desenvolver a força, a resistência e a flexibilidade do grupo muscular extensor.

Equipamento
Quais as características de raquetes e cordas que podem ajudar a minimizar as vibrações e consequentemente a sobrecarga sobre o cotovelo de um tenista que sofre de Tennis Elbow?

1) Tamanho da Cabeça da Raquete: Mid-size ou Over-size?
De um modo geral, quanto maior a cabeça da raquete, maior o “Sweet Spot”, área onde as vibrações transmitidas para o cotovelo são mínimas e a bola é rebatida com maior potência.
Resposta: Prefira as raquetes Over-size, pois estas provavelmente terão um maior “Sweet Spot”, então a raquete lançará mais facilmente a bola, sobrecarregando menos o braço; além de transmitir menos vibrações para o cotovelo.

2) Flexibilidade da Raquete: Flexível ou Rígida?
As raquetes mais rígidas proporcionam maior potência ao golpe. Quando ocorre o contato raquete-bola, a cabeça da raquete deforma consideravelmente. O tempo que a raquete leva para deformar e voltar à posição inicial é de aproximadamente 15 ms (milisegundos). Este tempo é maior que o tempo de contato entre a bola e a raquete (entre 4 e 6 ms). Portanto, no caso de uma raquete flexível, antes que ela volte à posição inicial, a bola já não está mais em contato com as cordas, e então boa parte desta energia é perdida.
Resposta: As raquetes rígidas, normalmente de perfil largo (grossas), otimizam a transferência de energia da raquete para a bola, diminuindo a necessidade de grandes contrações musculares, principalmente dos músculos afetados pelo Tennis Elbow.

3) Comprimento da Raquete: “Normal” ou “Stretch”?
Nos últimos anos, foram lançadas no mercado raquetes até 2 polegadas mais compridas que as convencionais, as chamadas “Stretch” ou “Long-body”:

  • Convencional - 27 polegadas (68.6 cm)
  • “Stretch” - 28 polegadas (71,1 cm)
  • “Super Stretch” - 29 polegadas (73.7 cm)

Usando uma raquete mais longa, o tenista melhora ligeiramente o alcance em relação à bola, principalmente durante o saque; onde o tenista aumenta a altura de contato raquete-bola, diminuindo o risco da bola tocar na rede. Isto aumenta a potência do saque pois o tenista pode correr maiores riscos. Por outro lado, o aumento da potência também aumenta a sobrecarga sobre o cotovelo, o que não seria interessante para pessoas que sofrem de Tennis Elbow.
Além disso, raquetes mais longas diminuem um componente muito importante do Tênis: a maneabilidade da raquete (playability).
Resposta: Tenistas que sofrem de Tennis Elbow devem optar por raquetes de tamanho convencional (27 polegadas).

4) Peso da Raquete: Leve ou Pesada?
Atualmente, o peso de uma raquete varia entre 275 e 360 gramas. O peso da raquete e a velocidade da cabeça da raquete são os principais fatores que determinam a velocidade da bola.
Apesar de ser mais dispendioso para o braço gerar velocidade com uma raquete mais pesada, as vibrações transmitidas para o cotovelo são menores se comparadas a uma raquete mais leve. Quanto maior o peso da raquete, maior é sua capacidade de absorver as vibrações. Uma raquete mais pesada também promove melhor controle, já que esta diminui os movimentos entre o cabo da raquete e a mão.
Resposta: Raquetes mais pesadas, até aproximadamente 360 gramas, poderão minimizar as vibrações geradas pelo sistema raquete/corda/bola, melhorando ou evitando o Tennis Elbow.

5) Balanço da Raquete: Peso no Cabo, Peso na Cabeça ou Peso Distribuído?
O balanço da raquete depende da distribuição de peso através da raquete. O “balance point” ou centro de gravidade é o ponto onde a raquete permanece em balanço quando colocada em apoio e existem 3 tipos de raquetes quanto à distribuição de peso:

  • Peso concentrado no cabo (comercialmente conhecida como “Pro-Staff”)
  • Peso concentrado na cabeça (comercialmente conhecida como “Hammer”)
  • Peso distribuído (comercialmente conhecida como “Even Balance”)

Com uma raquete “Pro-staff”, o tenista tem a sensação da raquete ser mais leve, se comparada a uma “Hammer”, mesmo que as duas tenham o mesmo peso total. Isto torna uma “Pro-staff” mais fácil de ser manuseada, pois o peso concentrado mais próximo ao cabo aumenta a sensação de controle da raquete.
Resposta: Com uma raquete do tipo “Pro-staff”, o tenista tem maior facilidade de manuseá-la, sobrecarregando menos o cotovelo.

6) Tamanho do Cabo: Fino ou Grosso?
Os cabos das raquetes utilizadas por adultos, normalmente variam entre o número 2 e o número 5. Este número indica a medida da circunferência do cabo em polegadas:
N° 2 - 4 1/4 polegadas
N° 3 - 4 3/8 polegadas
N° 4 - 4 1/2 polegadas
N° 5 - 4 5/8 polegadas

Os cabos muito finos ou muito grossos podem causar problemas no cotovelo. Em ambos os casos, o tenista precisa apertar muito o cabo para evitar que este escorregue de sua mão no momento do contato raquete-bola. Quando a raquete é segurada fortemente no momento do impacto, porém não em excesso, a magnitude de vibração da raquete é diminuída, portanto transmite menor vibração ao braço.
Estudos através do potencial de ação muscular (Eletromiografia), mostraram que os músculos extensores do punho e dos dedos sofrem menos as vibrações quando o tenista utiliza um número de cabo o mais grosso possível, desde que seja confortável.
Resposta: Para reduzir as chances da raquete girar em sua mão e causar ou agravar o Tennis Elbow, além de utilizar um cabo o mais grosso possível, ainda é recomendado o uso de algum revestimento que aumente o atrito entre a mão e o cabo, um “Over-grip” , por exemplo, conhecido no mercado por “Tourna-grip”.

7) Material de Revestimento do Cabo: Couro ou Sintético?
Algumas raquetes ainda possuem o revestimento do cabo em couro. Atualmente a maioria dos materiais utilizados em revestimento de cabos são sintéticos, sendo a borracha o mais comum entre eles. Alguns desses materiais são bastante porosos e podem absorver bem a umidade originada pelo suor da mão. Existe um revestimento acolchoado, conhecido no mercado com o nome de “Cushion Grip”, que pode reduzir boa parte das vibrações da raquete.
Resposta: Prefira revestimentos de cabo acolchoados. Ainda assim é recomendado utilizar um “Over-grip”, em cima do “Cushion Grip”.

8) Material da Corda: Sintética ou Tripa Natural?
No passado, todas as raquetes eram encordoadas com cordas produzidas a partir do intestino de animais como carneiro e boi, as chamadas cordas de tripa, conhecidas atualmente no mercado como “Natural Gut”. São cordas de custo muito alto, devido ao seu complexo processo de fabricação e possuem pouca durabilidade, sendo muito sensíveis à umidade. Porém suas vantagens são enormes: maior controle da bola, maior sensibilidade do golpe e ligeiro aumento na potência imprimida na bola se comparada às cordas sintéticas. Além disso, possuem boa elasticidade e absorvem melhor as vibrações geradas pelos golpes. Por esses motivos, a maioria dos profissionais de alto nível utilizam este tipo de corda.
Resposta: As cordas de tripa natural são recomendadas para tenistas que sofrem de Tennis Elbow, devido principalmente à sua característica de maior elasticidade.

9) Diâmetro das Cordas: Fina ou Grossa?
O diâmetro de uma corda, também conhecido como “Bitola”, é medido em “Gauges”. Quanto maior o número, mais fina é a corda. Estes números, normalmente variam entre 15 e 18.
A vantagem das cordas mais grossas é a durabilidade. Cordas mais finas, no entanto, são mais elásticas e portanto possuem uma maior capacidade de absorver as vibrações.
Resposta: Utilize cordas mais finas, que apesar da menor durabilidade, seu cotovelo sofrerá menos com as vibrações.

10) Tensão da Corda: Alta ou Baixa?
Altas tensões nas cordas fazem com que as cordas deformem menos se comparadas às cordas sob baixas tensões, e isso significa menor potência transferida para a bola. Reduzindo as tensões das cordas, a carga sobre o cotovelo também é reduzida, pois será necessário menos esforço para golpear a bola.
Cordas com baixas tensões, aumentam o tempo de contato raquete-bola, e assim as vibrações surgidas através do contato são distribuídas, também sobrecarregando menos o cotovelo.
Resposta: Portanto, pessoas que sofrem de Tennis Elbow devem optar por encordoar suas raquetes com a menor tensão possível, porém não menos que 40 libras, o que implicaria em perda de Energia devido ao excessivo movimento das cordas.

Observação Final
A questão do uso de anti-vibradores ainda é muito controversa. Poucos estudos foram realizados a fim de verificar os efeitos do anti-vibrador junto à diminuição das vibrações transmitidas ao cotovelo. Alguns estudos condenam sua eficiência a partir do fato de ser impossível um anti-vibrador que pesa entre 1 e 2 gramas influenciar significamente nas vibrações de uma raquete que pesa entre 275 e 360 gramas. Por outro lado, é muito provável que o uso deste equipamento não seja prejudicial para tenistas que sofrem de Tennis Elbow, portanto seu uso é recomendado, podendo auxiliar em outros aspectos, como na diminuição do barulho produzido pelo contato raquete-bola, por exemplo.

Bibliografia:

BRODY, H. Tennis science for tennis players. University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1.989.
GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. The effects of string type and tension on impact in midsized and oversized tennis racquets. The international Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.
HATZE H. Forces and duration of impact and grip tighness during the tennis stroke. Medicine and Science in Sports, 5, 88-95, 1976
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As regiões da quadra de Tênis http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/as-regioes-da-quadra-de-tenis/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/as-regioes-da-quadra-de-tenis/#comments Tue, 09 Jun 2009 14:53:27 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=132 A quadra de tênis, além de definir os limites do jogo, influencia as ações dos jogadores. Podemos analisar essas ações dividindo a quadra em quatro regiões, as quais são indicadores de opções técnicas e táticas, que devem ser tomadas adequadamente a fim de produzir o melhor golpe possível (Técnica) em determinada situação durante o jogo (Tática). Dentre as inúmeras opções táticas possíveis, serão citados alguns exemplos para cada região.

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Região 1 - Região de Defesa

  • Nesta região é muito difícil dominar um rally (troca de bolas do fundo de quadra);
  • O jogador deve bater a bola com bastante profundidade, de preferência passando alta sobre a rede, para neutralizar um possível ataque do adversário e ainda ganhar tempo para avançar à Região 2, ideal para o rally;
  • Quando seu adversário subir à rede ou tentar um winner (ponto vencedor), nunca fique na Região 1, pois você abrirá o ângulo para uma cruzada curta, além de ficar vulnerável a um drop shot (bola curta);
  • Se durante o rally você permanecer nesta região, seu adversário poderá subir à rede confortavelmente, pois devido à maior trajetória da bola (maior distância), ele terá mais tempo para chegar e se posicionar na Região 4;
  • Esta região exige um maior dispêndio de energia por parte do jogador para aprofundar a bola, o que pode ser comprometedor fisicamente ao final de um jogo de três sets.


Região 2 - Região de Rally, saque e devolução de saque

Rally

  • Esta é a típica região onde ocorrem os rallies;
  • Durante o rally, a boa colocação do jogador é aproximadamente a 1 metro da linha de base. Muitos jogadores amadores posicionam-se em cima ou pouco à frente da linha de base, a fim de evitar que o adversário execute um drop shot. Esta atitude por várias vezes acaba levando o jogador ao erro, principalmente quando o adversário rebate uma bola mais profunda, não dando tempo para o recuo. O mais lógico taticamente é ficar atrás da linha de base e correr para frente no caso de uma bola curta, ao invés de correr para trás (que é mais difícil) no caso de uma bola profunda;
  • Jogadores mais agressivos utilizam esta região para “preparar” o ponto, procurando provocar uma bola mais curta, para então partir para um approach (bola de aproximação à rede) ou um winner;
  • Jogadores de fundo de quadra sentem-se “em casa” nesta região.

Região 3 - Região de Transição

Região onde ocorrem os seguintes golpes:

  • Half-volley (bate-pronto) - bola golpeada logo após o contato com o solo;
  • Approach-volley (voleio de aproximação) - voleio executado nesta região, também conhecido como 1° voleio;
  • Winner point - ponto vencedor;
    Approach - bola de aproximação à rede.
    Qualquer que seja o golpe nesta região, este deve ser executado com bastante profundidade, a fim de:
    dificultar a resposta do adversário;
  • permitir maior tempo para posicionar-se na rede.
    Em caso de uma bola mais curta, onde o jogador é obrigado a correr até esta região, não é aconselhável golpear a bola e voltar para a Região 2. Provavelmente, a bola voltará para sua quadra antes de seu retorno completo ao fundo da quadra e, além disso, você perderá a oportunidade de avançar à rede e pressionar seu adversário, forçando-o a executar um golpe preciso;
  • Esta região é popularmente conhecida como “mata-burro”, pois o jogador fica vulnerável a receber uma bola próxima aos pés e ser obrigado a executar um bate-pronto;
  • É uma região de apenas um golpe ! Bata e avance !!!!

Região 4 - Região de Definição

  • Região de alerta, pois seu adversário está pronto para a passada, lob ou golpear a bola em cima de seu corpo;
    Definir, se possível na primeira bola. Não fique “trocando figurinhas”;
  • O movimento dos golpes nessa região deve ser curto, pois a distância entre você e seu adversário está menor e além disso ele vai querer golpear a bola com mais potência;
  • Nesta região você estará pressionando o seu adversário a golpear uma bola de precisão, portanto arriscando mais.

Saque

  • Posicionamento mais adequado para sacar, supondo um jogador destro em um jogo de Simples:

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D.C. - Deuce Court
(Quadra do 40/40)

A.C. - Advantage Court
(Quadra da vantagem)

 

Deuce Court - Para sacar a partir da Deuce Court são possíveis três posições:

Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 3 (”saque fechado”), pois a bola tende a deslocar-se em direção ao recebedor (R 1). Além disso, boa parte da quadra à esquerda do sacador ficará “aberta”.
Este é o melhor ponto para variar o saque: área 4 (”saque aberto”) ou área 3 (”saque fechado”).
Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 4 (”saque aberto”).

Advantage Court - Para sacar a partir da Advantage Court, também são possíveis três posições:

Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 1 (”saque aberto”).
Este é o melhor ponto para variar o saque: área 1 (”saque aberto”) ou área 2 (”saque fechado”), além da seguinte vantagem: repare que o ponto E está colocado mais lateralmente (em relação ao centro da quadra) que seu equivalente (B) na Deuce Court. Essa diferença se deve ao fato de que a partir deste ponto é possível sacar mais “aberto” (área 1), atacando o backhand (esquerda) de seus adversários (90% deles serão destros). Provavelmente a devolução de saque será na paralela (pois a cruzada exige um ponto de contato mais à frente), ou seja, em seu forehand (direita) e então você poderá atacar seu adversário cruzando (X) ou batendo na paralela (//). Neste último caso, a jogada é conhecida como “wrong-foot” (contra-pé).
Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 2 (”saque fechado”), pois a bola tende a deslocar-se em direção ao recebedor (R 2). Além disso, boa parte da quadra à direita do sacador ficará “aberta”.

Devolução de saque

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Posicionamento mais adequado para devolver saque, supondo um jogador destro em um jogo de simples:

Normalmente os jogadores amadores adotam uma dessas duas posições para devolver o saque:

  •  Posição em que o recebedor posiciona-se ao centro da distância entre a linha de centro e a linha lateral de simples (A). Nesta posição, o recebedor alcançará facilmente um saque “fechado” ( o ) mas não alcançará um saque “aberto” ( o ).
  •  Posição em que o recebedor posiciona-se ao centro da distância B, ou seja, à aproximadamente 1 passo da linha lateral de simples. Neste caso, o recebedor poderá devolver tanto um saque “fechado” ( o ), quanto um saque “aberto” ( o ). Portanto esta é a posição mais adequada.

Obs.1: Isto também funciona para o saque a partir da Advantage Court.
Obs.2: O posicionamento mais adequado quanto à distância da rede dependerá da potência, profundidade e efeito do saque adversário.

Bibliografia

BRAGA NETO L., et.al. Dynamic characteristics of two techniques applied to the field tennis serve. In: HAAKE S.J., COE A. (eds.) Tennis Science & Technology. Oxford, London, Edinburgh, Malden, Victoria, Paris, Blackwell Science Ltd., pp. 389-393, (2000).
BOLLETTIERI, N. The Five Keys To Tennis. United States Professional Tennis Association, Inc. Florida, 1991.
GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. The effects of string type and tension on impact in midsized and oversized tennis racquets. The international Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.

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10 dicas ténicas para evitar o Tennis elbow http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/10-dicas-tenicas-para-evitar-o-tennis-elbow/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/10-dicas-tenicas-para-evitar-o-tennis-elbow/#comments Tue, 09 Jun 2009 14:32:22 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=109 No artigo anterior sobre tennis elbow, foram apresentadas algumas dicas quanto à escolha do equipamento. Recebi muitos e-mails pedindo dicas técnicas para evitar ou melhorar este tipo de lesão tão incômoda para os amantes do tênis. Na verdade, existem dois fatores causadores de tennis-elbow mais relevantes que a escolha do equipamento: técnica e condicionamento físico.

Dentre os e-mails que recebi, percebi que a maioria dos que têm tennis-elbow voltaram a sentir dores após o tratamento médico e fisioterápico. Esta reincidência normalmente ocorre devido ao não tratamento da causa do problema, a qual está intimamente ligada à técnica (maneira com que o tenista golpeia a bola). Portanto, para resolver o problema definitivamente, não adianta apenas parar de jogar/treinar, tratar a lesão e voltar para a quadra com uma técnica incorreta. Se o tenista não melhorar a mecânica de seus golpes, o problema voltará, ocorrendo o seguinte ciclo:

Dor Médico –> Pausa –> Tratamento –> Jogo 
seta 

Sendo assim, este artigo tem como objetivo oferecer dicas técnicas que auxiliem os tenistas que sofrem de tennis-elbow, além de promover uma maneira de golpear a bola com maior potência e menor esforço físico, visando portanto a otimização.

Vale ressaltar a importância de procurar um médico, de preferência especializado em Medicina Esportiva, ao primeiro sintoma de dor. Este procedimento poderá evitar o agravamento da lesão.

Golpes de Fundo de Quadra (ground strokes)

1. Executar o contato raquete-bola à frente do corpo.
Esta é uma das dicas mais comuns entre os professores de tênis, mas vamos entender as vantagens:

- Facilita a transferência do peso do corpo sobre a bola. Isso diminui a sobrecarga, principalmente sobre o conjunto cotovelo/antebraço;
- Facilita uma ampla terminação (follow-through) do golpe, evitando as intensas contrações musculares causadas pelas desacelerações bruscas;
- Aumenta a liberdade para golpear a bola na cruzada sem a utilização exagerada do punho. Quando o contato é atrasado, a bola tende a sair na paralela.

forehand_hewitt
bakchand_calatrava
Forehand de Hewitt
Backhand de Calatrava


2. Antecipar a preparação (backswing).
preparacao_antecipada_clementOs golpes típicos do fundo de quadra - direita (forehand) e esquerda (backhand) - devem seguir a seguinte ordem de movimento: 1) preparação; 2) passos de ajuste; e 3) terminação. No momento em que a bola tocar a sua quadra, procure já ter finalizado a preparação. Com isso você terá mais tempo para ajustar a posição de seu corpo em relação à bola, evitando o contato atrasado que, como já vimos anteriormente, pode causar lesões.

3. Aumente a terminação (follow-through).
Todos os golpes do tênis possuem três fases: 1) fase de aceleração da raquete; 2) contato raquete-bola; e 3) fase de desaceleração da raquete. Independente do efeito com que você bate na bola, procure sempre fazer uma terminação bem ampla. Assim você terá mais tempo para desacelerar a raquete suavemente, sobrecarregando menos o cotovelo/antebraço.

terminacao_curta
terminacao_longa
Terminação curta
Terminação longa

4. Aumente o tempo de contato raquete-bola.
tocar_cordaAumentando o tempo de contato entre as cordas da raquete e a bola, o “efeito estilingue” entre elas será mais eficiente: as cordas deformam mais e consequentemente transferem maior quantidade de energia para a bola. Assim você terá que acelerar menos a raquete, “economizando” o cotovelo / antebraço. Dica bem prática para aumentar o tempo de contato: “bata e acompanhe a trajetória da bola com a cabeça da raquete”.

Voleio

5. Utilize o “slice” para volear.
Uma dica muito importante para o voleio é utilizar o efeito slice, também conhecido como “underspin”. Procure “cortar” a bola, movendo a raquete de cima para baixo, isso aumentará a amplitude do golpe, evitando uma brusca desaceleração. Além disso, o efeito slice mantém a bola baixa após o contato com o solo, dificultando a devolução do adversário.

 voleio_direita_mirnyi
voleio_esquerda_sampras
Voleio de direita de Mirnyi
Voleio de esquerda de Sampras

Saque

6. Lance a bola à frente do corpo
saque_agassiNo lançamento da bola (toss), procure colocá-la em um ponto a sua frente. Isso obrigará você a “buscar” a bola, estendendo os joelhos, quadril e cotovelo. Desta forma você vai utilizar todo o corpo para sacar, diminuindo a responsabilidade do cotovelo/antebraço na execução do saque. Se você lançar a bola acima de sua cabeça, não poderá utilizar todo o corpo e acabará sacando “só com o braço”.

a


saque_roddickSe você for destro, procure sacar da direita para a esquerda, assim sua terminação será mais ampla. Os canhotos, obviamente, devem sacar da esquerda para a direita. Portanto, durante a execução do saque, seu braço dominante (que segura a raquete) deve cruzar o tronco. Se isso não acontecer, além de ter de desacelerar bruscamente a raquete, você terá de flexionar o punho (snapp) com grande amplitude. Esses dois movimentos são altamente lesivos.

7. Terminação ampla

Para Todos os Golpes

8. Utilize a empunhadura adequada
Se você utilizar uma empunhadura inadequada, seus movimentos para golpear a bola necessitarão de grande esforço e portanto terão maiores chances de lesionar seu braço.
Abaixo, segue a lista das 7 empunhaduras mais utilizadas no tênis, bem como a maneira correta de segurá-las:

figura20001
figura20002

 

Empunhadura Posição da palma da mão em relação ao cabo
Continental Face 2
Between Entre face 2 e face 3
Eastern de Direita Face 3
Eastern de Esquerda Face 7
Semi-Western Entre face 3 e 4
Western Face 4
Full-Western Face 5

Assim sendo, tenistas que sofrem de tênis-elbow devem utilizar as seguintes empunhaduras:

  • Direita com top spin - Eastern de direita
  • Esquerda com top spin (1 mão) - Eastern de esquerda
  • Esquerda com top spin (2 mãos) - mão de baixo (dominante): continental; mão de cima (não-dominante): eastern de direita
  • Direita com slice - Continental
  • Esquerda com slice - Continental
  • Voleio de direita - Continental
  • Voleio de esquerda - Continental
  • Smash - Continental ou between
  • Saque - Continental ou between

9. Olhe a bola!!!
Parece uma dica óbvia… mas é só ficarmos cinco minutos assistindo a uma aula de tênis para ouvirmos o professor dizer esta frase, talvez a mais clássica dentro do ensino do tênis.
Apesar de óbvia, procure olhar ainda mais a bola, a fim de acertar o “sweet-spot” da raquete. Mas o que é sweet-spot? É a região do encordoamento da raquete onde ocorre a menor transferência de vibração para o braço, além é claro, de impulsionar mais eficientemente a bola.
Procure olhar para a bola desde o momento em que esta toca as cordas da raquete de seu adversário e tente “achar” a costura ou a marca da bola. Isso vai melhorar sua concentração. Repare como os grandes jogadores olham radicalmente a bola:

chang
kuerten
kafelnikov
Chang
Kuerten
Kafelnikov

10. Lei dos mais fortes
Procure travar o punho e utilizar mais o ombro. Com isto, você terá as seguintes vantagens:
§ o ângulo de contato entre as cordas da raquete e a bola irá variar menos, aumentando a precisão do golpe;
§ sendo o ombro uma articulação maior e mais forte que o cotovelo, você terá menor chance de lesões.

Bibliografia:
BRODY, H. Tennis science for tennis players. University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1.989.
CARROLL, R. Tennis Elbow: incidence in local league players. British Journal of Sports Medicine. 15(4): 250-256. 1981.
GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. The effects of string type and tension on impact in midsized and oversized tennis racquets. The International Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.
PLUIM B.M. Rackets, strings and balls in relation to tennis elbow. In: HAAKE S.J., COE A. (eds.) Tennis Science & Technology. Oxford, London, Edinburgh, Malden, Victoria, Paris, Blackwell Science Ltd., pp. 389-393, 2.000.
PRIEST,J.D.; BRADEN,V.; GERBERICH, S.G. The elbow and tennis - part 1. Physician and Sportsmedicine 8(4): 81-91. 1980a

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Aumente a potência do seu saque http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/aumente-a-potencia-do-seu-saque/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/aumente-a-potencia-do-seu-saque/#comments Tue, 09 Jun 2009 14:05:52 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=92 Qualquer tenista com um pouco de experiência sabe que o saque é o golpe mais importante do tênis. Mas quando vai para a quadra, mesmo concentrando-se, respirando profundamente… só consegue sacar uma bola lenta e ainda recebe um winner na paralela como devolução.

Se você quer aumentar a potência de seu saque, leia as dicas abaixo e pratique! Afinal, o saque é o único golpe do tênis em que você não vai precisar de um parceiro para praticá-lo.

APOIO
Um saque potente começa pela base: mantenha os pés em um afastamento ligeiramente maior que os ombros. Para os jogadores destros, o pé da frente deve estar direcionado ao poste direito da rede, ou seja, a 45°. O pé de trás deve posicionar-se paralelamente à linha de base.

figura-1


Com este posicionamento, o balanço do saque será facilitado: após o lançamento da bola (toss), o peso do corpo deverá estar mais concentrado no pé de trás, pronto para ser transferido para o pé da frente, aumentando assim a transferência de energia para a bola e conseqüentemente aumentando a potência do saque.

figura-2 figura-3

Lançamento da Bola (toss)
O lançamento da bola é um dos componentes mais importantes do saque. Se você não lançar a bola no ponto ideal, vai ter de ajustar o corpo para golpeá-la. Mas você já fez este ajuste para todos os outros golpes, então aproveite o saque, onde você mesmo lança a bola que vai bater.

O ponto ideal do toss depende de três eixos:

  1. eixo antero-posterior (da frente para trás)
    Lance a bola um pouco a frente da linha de base, isso obrigará você a sacar caindo sobre a bola, o que aumentará a potência do seu saque. Após o contato com a bola você deve aterrissar dentro da quadra.
figura-4
  1. eixo latero-lateral (da direita para esquerda)
    A bola deve ser lançada ligeiramente à direita do sacador destro, ou a esquerda do sacador canhoto. Isso aumentará a amplitude do saque, permitindo uma maior aceleração do braço em direção à bola. Portanto, se você é destro, por exemplo, saque da direita para a esquerda, cruzando o braço sobre o tronco.
figura-5 figura-6 figura-7
  1. eixo crânio-caudal (de cima para baixo)
    Se a bola for lançada mais alta que a altura máxima alcançada pelo sacador com o cotovelo estendido, duas falhas vão ocorrer:

    • o sacador vai perder o ritmo do saque, pois vai ser obrigado a desacelerar muito o movimento do braço que segura a raquete para esperar a bola descer até o ponto de contato;
    • a precisão do sacador terá de ser maior, pois golpeará a bola na descendente.

Portanto, procure lançar a bola só até o ponto onde você consegue alcançá-la e sem deixá-la cair. Isso fará com que você tenha que acelerar mais o braço, aumentando a potência do saque.

figura-8

Contato raquete-bola
Aqui está a grande diferença entre um saque rápido e um saque lento. A potência do saque é determinada, principalmente, pela velocidade com que a raquete atinge a bola. Portanto relaxe, literalmente! Só assim você poderá acelerar bastante sua raquete em direção à bola até o momento do contato.

Outra dica importante é: não segure o cabo da raquete com muita força, isto vai impedir um movimento mais solto.

Terminação
Se você acelerou bastante a raquete até o contato, sua terminação também deverá ser ampla, caso contrário ocorrerá uma desaceleração muito brusca, potencialmente causadora de lesões.

Nesta fase, o movimento de flexão do punho (snap) é muito importante para controlar o saque. Quanto mais potente o saque, mais radical deverá ser o snap, a fim de encaixar a bola na área de saque.

figura-9

Bibliografia
BRAGA NETO L., BEZERRA E.C., SERRÃO, J.C., ECHE E.P., AMADIO, A.C. Dynamic characteristics of two techniques applied to the field tennis serve. In: HAAKE S.J., COE A. (eds.) Tennis Science & Technology. Oxford, London, Edinburgh, Malden, Victoria, Paris, Blackwell Science Ltd., pp. 389-393, 2.000
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Backhand (esquerda): uma ou duas mãos? http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/backhand-uma-ou-duas-maos/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/backhand-uma-ou-duas-maos/#comments Tue, 09 Jun 2009 13:51:08 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=86 Grande parte dos e-mails que recebo é de leitores que procuram saber quais as vantagens e desvantagens em golpear o backhand (topspin/chapado) com uma e duas mãos. Poucos livros editados no Brasil tratam deste assunto tão importante e pouco discutido. Portanto, a seguir apresento um quadro que elaborei sobre as principais diferenças sobre estes 2 golpes:

Características Backhand

caract_backhand

Firmeza – o backhand com duas mãos é um golpe mais seguro para o tenista iniciante, principalmente para os mais novos, que ainda não possuem força muscular adequada para golpear apenas com uma mão.
Ponto de Contato com a bola – para golpear o backhand com uma mão, o tenista precisa fazer o contato com a bola mais à frente do corpo, se comparado ao backhand com duas mãos. Portanto, em bolas rápidas, os tenistas adeptos do backhand com uma mão precisam ser mais rápidos para não atrasar o contato com a bola.
Angulação – quem utiliza o backhand com duas mãos tem mais facilidade de angular as bolas, pois contam com o punho não-dominante para auxiliar o punho dominante, o que não ocorre no backhand com uma mão.
Facilidade para o bate-pronto – para executar o bate-pronto, a mão não-dominante utilizada no backhand com duas mãos é muito importante para auxiliar na subida da raquete, empurrando-a para frente e para cima.
Footwork (trabalho de pés) – o tenista que utiliza o backhand com duas mãos tem que se movimentar mais, principalmente nas bolas curtas, pois o contato com a bola é feito mais próximo ao corpo.
Troca de grip para golpear com slice – normalmente o slice é golpeado com empunhadura “continental”, coincidindo com a empunhadura da mão dominante durante a execução do backhand com duas mãos. Assim sendo, o tenista que golpeia o backhand com duas mãos não necessita trocar de grip para bater com efeito slice, tanto no forehand quanto no backhand.
Disguise – este é o nome dado à habilidade de esconder o golpe antes de sua execução, muito importante taticamente. Normalmente é utilizado para encurtar a bola. E a melhor empunhadura para realizar a bola curta (drop shot) é a “continental”, ou seja, quem golpeia o backhand com duas mãos já está com a empunhadura adequada para encurtar a bola, não mostrando este golpe para o adversário através da troca de empunhadura.
Prevenção de lesões – ao golpear o backhand com duas mãos, o choque gerado pelo contato raquete-bola é distribuído entre os dois braços, diminuindo as chances de lesões, principalmente no cotovelo.
Alcance – o tenista que golpeia o backhand com uma mão tem maior chance de alcançar as bolas mais distantes, pois consegue uma maior extensão do cotovelo.
Observações:

Apesar de a maioria dos itens acima apontarem mais vantagens para o backhand com duas mãos, é interessante que o tenista em dúvida experimente as duas opões, para então tomar sua decisão.
As empunhaduras (vide figuras abaixo) mais utilizadas para o backhand são:
uma mão: “eastern de backhand – face 7″
duas mãos: “continental – face 2″ (mão dominante) e “eastern de forehand – face 3″ (mão não-dominante)
Durante a execução do backhand com duas mãos, a mão não-dominante deve descrever a mesma trajetória da mão dominante no forehand. Isso confirma que para golpear o backhand com duas mãos, a mão não-dominante deve ser mais importante que a mão dominante, pois é ela que empurra a raquete para cima e para frente.

figura20001 figura20002
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Tennis Elbow: 10 dicas de condicionamento físico http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/tennis-elbow-10-dicas-de-condicionamento-fisico/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/tennis-elbow-10-dicas-de-condicionamento-fisico/#comments Tue, 09 Jun 2009 04:41:46 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=53 Este artigo tem como objetivo completar a série sobre os três fatores causadores de “tennis elbow”: já vimos técnica e equipamento, vamos tratar agora do condicionamento físico.

O adequado para os músculos e tendões envolvidos neste tipo de lesão são exercícios de resistência muscular localizada (RML) e flexibilidade. Segundo os médicos Robert Nirschl e Barry Kraushaar, grandes especialistas no assunto, a fase mais importante da reabilitação são os exercícios de RML, que promovem a recuperação da lesão e evitam sua reincidência.

Portanto, a seguir demonstrarei sete exercícios de RML e três de flexibilidade:

1. Extensão do punho

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linha2defotot

 

Foto 1 - Coloque o punho em algum apoio, posicionando o antebraço paralelo ao solo. Mantenha o punho em posição de flexão.
Foto 2 - Usando os músculos extensores do punho, mantendo a posição do cotovelo, levante o peso. Mantenha por 3 segundos e volte a posição inicial. Faça este exercício para o lado direito e esquerdo.
Este exercício também pode ser feito com elástico (fotos 3 e 4)

2. Flexão do punho

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Foto 5 Foto 6
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Foto 7 Foto 8

Foto 5 - Coloque o punho em algum apoio, posicionando o antebraço paralelo ao solo. Mantenha o punho em posição de extensão.
Foto 6 - Usando os músculos flexores do punho, mantendo a posição do cotovelo, levante o peso. Mantenha por 3 segundos e volte a posição inicial.
Faça este exercício para o lado direito e esquerdo.
Este exercício também pode ser feito com elástico fotos 7  - foto 8
3. Força de preensão

foto-09
Foto 9

Foto 9 - Aperte uma bola de tênis utilizando os cinco dedos da mão. Mantenha a contração muscular por 3 segundos. Repita o exercício até começar a sentir os músculos levemente cansados. Se estiver muito difícil, utilize uma bola de borracha conhecida como “bolinha para fisioterapia”, que é vendida em farmácias.

4. Exercício do elástico

Com os dedos juntos, passe um elástico fino ao redor dos quatro maiores dedos (exceto o polegar). Com a palma da mão voltada para baixo, tente separar os dedos o máximo possível. Mantenha-os afastados por 3 segundos. Repita até sentir os músculos que movem os dedos levemente cansados. Para aumentar a resistência, fixe o elástico mais próximo das pontas dos dedos.

5. Pronação / Supinação do antebraço

foto-10
Foto 10

Foto 10 - Sentado, apóie o antebraço em sua coxa. Segure um peso com a palma da mão voltada para cima (Foto 10a). Lentamente, gire o antebraço para dentro (Foto 10b). Este é o movimento de pronação do antebraço. Mantenha por 3 segundos e então volte à posição da Foto 10a. A volta é o movimento de supinação do antebraço.

6. Desvio radial

foto-11 foto-12
Foto 11 Foto 12

Deixe seu braço ao lado do corpo, com a mão segurando o peso (o que sobra voltado para frente), como mostra a Foto 11. Com o polegar apontando para frente, levante e abaixe o peso, usando apenas o punho (Foto 12)

7. Desvio ulnar

foto-13 foto-14
Foto 13 Foto 14

Deixe seu braço ao lado do corpo, com a mão segurando o peso (o que sobra voltado para trás), como mostra a foto 13. Com o polegar apontando para frente, levante e abaixe o peso, usando apenas o punho (foto 14)

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

  • Antes de realizar os exercícios de RML, faça um aquecimento de aproximadamente 5 minutos, com uma corrida leve ou com uma compressa quente sobre o a região do cotovelo;
  • Para prevenir o agravamento da lesão, é importantíssimo respeitar o aumento gradual da carga para os sete exercícios de RML: comece os exercícios sem utilizar carga, fazendo 1 série de 10 a 15 repetições diariamente. Aumente 5 repetições a cada 2 dias, até conseguir fazer 30 repetições confortavelmente. Então, passe a fazer 2 séries, voltando para 15 repetições cada uma, e vá aumentando 5 repetições por série a cada 2 dias. Quando chegar a 2 séries de 30 repetições, faça os exercícios com um peso de 0,5 kg, e volte para 2 séries de 15 repetições. Continue aumentando gradativamente as repetições, da mesma maneira. Quando chegar novamente a 2 séries de 30 repetições, aumente mais 0,5 kg, e continue assim até 3,0 kg. Porém, de 1,5 kg até 3,0 kg, faça séries até 20 repetições apenas;
  • Se os exercícios causarem dor, volte ao estágio anterior. Se persistir, pare e procure novamente o médico;
  • Aplique gelo por aproximadamente 20 minutos após cada sessão de exercícios;
  • Se o seu médico indicou o uso de cotoveleira (”brace”), utilize-a durante os exercícios.

8. Alongamento: extensão do punho

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Foto 15

9. Alongamento: flexão do punho

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Foto 16

10. Alongamento: ombro

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Foto 17

Bibliografia:

  • BRODY, H. - Tennis Science for Tennis Players. University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1989.
  • GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. - The Effects of String Type and Tension on Impact in Midsized and Oversized Tennis Racquets. The International Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.
  • HATZE, H. - Forces and Duration of Impact and Grip Tighness During the Tennis Stroke. Medicine and Science in Sports, 5, 88-95, 1976.
  • NIRSCHL, R.P.; KRAUSHAAR, B. S. - Keeping tennis elbow at arm´s length: simple, effective, strengthening exercises. The Physician and Sportmedicine, Vol. 245, n° 5, 1996.
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http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/tennis-elbow-10-dicas-de-condicionamento-fisico/feed/
Diferenças entre os saques SLICE e KICK http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/diferencas-entre-os-saques-slice-e-kick/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/09/diferencas-entre-os-saques-slice-e-kick/#comments Tue, 09 Jun 2009 04:31:36 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=49 Muitos alunos me perguntam qual a diferença entre os saques slice e kick, este último também conhecido como topspin ou american twist. Antes de responder, logo aviso que um bom tenista deve dominar os dois saques, além do chapado ou flat. Desta forma, seu arsenal tático será mais amplo.

A diferença mais visível entre os saques slice e kick está na velocidade: o saque kick possui mais efeito, portanto é mais lento, devido à maior resistência com o ar. Com esta informação, já podemos inferir que o saque slice é mais eficiente em quadras rápidas.

Em quadras mais lentas, como saibro e har-thru por exemplo, onde o atrito entre bola e o solo é maior, o saque kick torna-se interessante, pois perde pouca altura após o contato com o solo, dificultando a resposta do adversário. Além disso, o saque kick passa mais alto sobre a rede, como mostra a figura abaixo:

quadra

As setas brancas sobre as bolas correspondem ao sentido do giro da bola e as setas pretas correspondem à trajetória da raquete durante a execução do golpe.

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Potência = velocidade máxima no ponto de contato http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/08/potencia-velocidade-maxima-no-ponto-de-contato/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/08/potencia-velocidade-maxima-no-ponto-de-contato/#comments Mon, 08 Jun 2009 21:46:08 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=44 Após a preparação do golpe (backswing), podemos caracterizar três importantes fases para os golpes no tênis:

A.  Fase de aceleração da raquete
B.  Fase de contato com a bola
C.  Fase de desaceleração da raquete

foto-01-ciencia010

A fase de aceleração (A) parte de uma velocidade zero (V0), e por isso exige intensas contrações dos músculos envolvidos no golpe. É nesta fase que o executante terá a chance de acelerar a raquete até o ponto de contato com a bola (B). Se a preparação for curta, menor será a possibilidade de acelerar a raquete até o ponto de contato. Se a preparação for muito ampla, apesar do executante ter mais chance de acelerar a raquete, a precisão será prejudicada. Portanto, antes de golpear uma bola, é preciso dosar muito bem esta relação potência/precisão.

Entre algumas variáveis que definem a potência imprimida à bola, sem dúvida uma das mais importantes é a velocidade instantânea (Vi) com que as cordas da raquete atingem a bola.

Com estas informações podemos concluir que para imprimirmos bastante potência à bola, o ideal seria acelerarmos o máximo possível a raquete desde o ponto A até o ponto B. Mas não é tão simples assim: estudos científicos mostram que os atletas de elite, em várias modalidades, não atingem seu alvo com a velocidade máxima. Ocorre uma desaceleração pré-impacto, que pode ser explicada como sendo um mecanismo de ajuste, buscando a precisão. Veja nos quadros a seguir as magnitudes destas reduções de velocidade pré-impacto:

  • SAQUE (TÊNIS)
 

Pico de Velocidade

Velocidade no Impacto

Redução

Ponta da Raquete

144 km/h

97 km/h

33%

  • CHUTE (FUTEBOL)
 

Pico de Velocidade

Velocidade no Impacto

Redução

112 km/h

90 km/h

20%

  • SOCO (BOXE)
 

Pico de Velocidade

Velocidade no Impacto

Redução

Mão

41 km/h

34 km/h

17%

A fase de desaceleração da raquete (C) também é muito importante, principalmente quanto à integridade física dos músculos e tendões do membro superior. Durante esta fase, ou seja, após o impacto com a bola, o executante deve desacelerar a raquete rapidamente em uma distância muito curta. Esta desaceleração, que é chamada de contração excêntrica , requer um gasto energético muito grande e se realizada freqüente e bruscamente pode lesionar os grupos musculares envolvidos. Um exemplo clássico deste tipo de lesão é o tennis elbow, muitas vezes causado pela brusca desaceleração do braço durante o golpe de esquerda (backhand ).

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Tenha dois tipos de forehand http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/08/tenha-dois-tipos-de-forehand/ http://tenisnarede.com.br/blog/index.php/2009/06/08/tenha-dois-tipos-de-forehand/#comments Mon, 08 Jun 2009 21:15:34 +0000 Professor Ludgero Braga Neto http://tenisnarede.com.br/blog/?p=20 A execução perfeita de um forehand (o chamado golpe de direita) tem sido controversa, pois este é um golpe que vem sofrendo mudanças ao longo dos tempos. Um dos fatores responsáveis por estas alterações foi o aumento da velocidade da bola, devido à evolução dos equipamentos e do treinamento físico específico para tenistas, entre outros fatores.

O posicionamento dos pés durante a preparação do forehand é fundamental para gerar potência, através do apoio, que aumenta o momento de inércia. Nos jogos competitivos de tênis, identificamos basicamente dois tipos de forehand, quanto ao posicionamento dos pés: “forehand square stance” e “forehand open stance”. A escolha da técnica possui significativas mudanças na tática utilizada pelo do tenista.

O “forehand square stance” consiste em uma fase de preparação onde o tenista volta-se lateralmente à rede, posicionando as pernas perpendicularmente à rede (veja FIGURA 1). É um golpe mais clássico e que exige maior tempo de preparação. Vantagens desta técnica:

  • Maior transferência do peso corporal para a bola;
  • Maior equilíbrio durante a execução do golpe;
  • Maior controle do golpe.

Para o “forehand open stance”, o tenista também se volta lateralmente à rede, porém posicionando as pernas paralelamente à rede (veja FIGURA 2). Normalmente esse tipo de forehand é utilizado quando o tenista não tem tempo suficiente para posicionar o pé esquerdo (no caso dos destros) à frente. Durante muitos anos, este tipo de forehand foi considerado por especialistas como um golpe de técnica pobre, mas atualmente é bastante utilizado por jogadores de elite. Vantagens desta técnica:

  • Melhor utilização da rotação do tronco para gerar potência;
  • Recuperação mais rápida para a próxima bola durante um rali (troca de bolas).
figura_tenistas2

A principal fonte de potência da técnica de “forehand open stance” é a rotação do tronco, enquanto a principal fonte de potência da técnica de “forehand square stance” é transferência do peso concentrado no pé de trás para o pé da frente.

Observe na Figura 3 abaixo como é possível transferir o peso do corpo sobre a bola durante a técnica “forehand square stance”. Esta transferência ocorre tanto para cima quanto para frente. Veja como o tenista cresce durante o golpe. Além disso, ele entra na quadra, forçando uma postura de ataque.

sequencia_forehand

 

Bibliografia:
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